Perseguido por dança, Robertinho diz que não desaprendeu e promete ousadia
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da apostaganha: Parceiro de Gabigol em importantes conquistas na categoria sub-15 do Santos, o volante Robertinho acabou não seguindo o mesmo caminho do atual camisa 10 do Santos, hoje com mais de 100 jogos pelo time profissional. Em 2012, a ascensão do jogador nascido em Salvador (Bahia) foi interrompida por uma barreira na assinatura do primeiro contrato profissional com o Peixe. O impasse na Vila Belmiro o levou ao São Paulo, onde passou as últimas três temporadas, mas agora os caminhos de Santos e Robertinho novamente se cruzaram.
da bet sport: Aos 19 anos, Robertinho assinou nesta semana um vínculo de três anos com o Peixe, agora dono de 80% de seus direitos econômicos. Antes promessa da base, o jovem busca sua reabilitação na carreira. E, principalmente, explicar que a polêmica que o fez deixar o clube em 2011 não foi sua culpa.
– É até bom falar isso, porque muita gente fala sem conhecer a verdade. Estou feliz pra caramba por estar no Santos, sempre foi minha casa, nunca quis sair daqui. Mas teve alguns acontecimentos, sim, que me levaram a sair. Quando fiz 16 anos, o Santos prometeu acertar meu primeiro contrato profissional, começaram as conversas, mas o Santos começou a me enrolar. Nisso, meus pais vieram para cá e eu tinha minha família para sustentar, mas estava há três ou quatro meses sendo enrolado – diz, ao LANCE!, antes de explicar as razões que o levaram ao rival:
– O São Paulo estava atrás de mim há muito tempo, e minha família decidiu assinar com eles. Foi por necessidade, só isso. Eu sempre quis ficar no Santos, estava em uma fase muito boa, mas me enrolaram e não teve acordo – completa.
A vida de Robertinho no Tricolor, porém, não foi fácil. E tudo graças a um treinador que ele prefere não dizer o nome. Em jogo pelo sub-15 do Santos, o jovem fez um gol sobre o São Paulo e comemorou dançando ‘Ai se eu te pego’ na frente do banco de reservas do rival. A dancinha não pegou bem, e o reencontro com aquele mesmo técnico no sub-17 do São Paulo não foi nada positivo.
– No São Paulo começou tudo bem, estava jogando sempre, mas aí algumas pessoas que guardavam rancor e sentimento ruim por mim começaram a mostrar a cara e tentar me atrapalhar. Já tinha muito tempo desse clássico em que eu fiz gol e a dancinha na comemoração. Aí no São Paulo o cara falou assim: ‘Lá atrás você riu da minha cara, e agora eu que vou rir de você’. Aí começaram a me sacanear e eu tive que ser forte. Foi difícil, chorei bastante, sofri muito, mas não podia sair, estava preso pelo contrato – relembra Robertinho.
A jovem promessa, que chegou com multa rescisória avaliada em 40 milhões de euros, deixou o São Paulo ao fim do contrato, na semana passada. Seu último jogo oficial foi pelo Paulistão sub-20 de 2014, um dos poucos momentos em que ele não treinou separado do elenco que disputava as competições estaduais e nacionais da categoria. Agora no Peixe, Robertinho espera ficar à disposição o mais rápido possível. E honrar a confiança de um contrato de três anos.
– Treinei quinta e sexta com o sub-20, hoje (quarta-feira) já ajudei no treino dos profissionais que não foram relacionados. Três anos de contrato significa que me conhecem e confiam em mim. Eu também estou confiando, porque tenho história e um carinho muito grande pelo Santos. Esse sentimento de trouxe, e também mais duas coisas: a chance que o Santos dá para quem vem da base e o estilo de jogo sempre ofensivo, do jeito que eu gosto. Eu não desaprendi, então vou buscar repetir o futebol ousado que eu adquiri no Santos – diz o confiante volante, que também já atuou por bastante tempo improvisado na armação.
Se tiver gol contra o São Paulo, certamente vai ter dancinha.